Conheçam meu blog onde conto meu dia a dia com meu filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

Para quem não conhece o que é Transtorno Desafiador Opositivo conheça meu blog onde falo do meu relacionamento com meu filho que tem esse problema. Descrevo nosso dia a dia e logo mais estarei postando entrevista com vários profissionais falando sobre esse assunto.

sábado, 10 de maio de 2014

Não desistir


Quem já leu algumas postagens anteriores sabe que se passaram três anos de quando meu filho foi diagnosticado com TDO. Apesar de tudo acho que passou rápido. Eu não tinha me dado conta que havia passado tanto tempo... Acho que foram tantos acontecimentos, tantos sentimentos contraditórios, tantos encontros e desencontros com profissionais da saúde. 
Mas o importante é não desistir, continuar buscando ajuda, melhora...Eu falho bastante, mas continuo tentando ajudar meu filho. Quero vê-lo bem, quero que tenha uma vida tranquila, sem nervosismo, sem baixa autoestima...  Não sei o futuro, mas estou fazendo minha parte. Tenho certeza disso. Meu filho ficará bem. 

Cartão Dia das Mães

Ontem ocorreu comemoração na escola do Dia das Mães e além de cantar, meu filho me presenteou com uma caixa de madeira para colocar joias e um lindo cartão que resolvi mostrar a vocês.

Eu gostei muito! São esses pequenos gestos que faz tudo vale a pena!


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Festa do Dia das Mães _ Escola Jean Piaget hoje




















Dias das Mães

Quando se comemora o Dia das Mães sempre nos emocionamos com atitudes ou mesmo com pequenas recordações dos nossos filhos. Eu estava pensando em tudo que significa ser mãe. Primeiro que é uma responsabilidade grande. Mas Deus foi generoso dando a mulher essa oportunidade de sentir um amor diferente e único. É uma ligação eterna e tenho certeza: não começou nessa vida. Recordando a caminhada, só tenho que agradecer tudo que vivo com ele. O meu filho foi um divisor de água na minha vida. Pode-se dizer que tinha a Sandra antes do nascimento dele e a Sandra depois. O sinônimo que  posso dar ao meu filho é amor e aprendizado. Sei que todas as frases já foram ditas e posso parecer piegas, mas a caminhada seria quase impossível sem ele. Ele me fez enxergar o mundo, descobrir o prazer e a alegria nos pequenos momentos. Ao contrário de muitas mulheres não achei que seria mãe e nem programei o nascimento dele, mas quando soube que ele estava dentro de mim começou a nascer um amor tão grande e sincero. Foi como preencher um dos vazios que nascem com o  homem. É difícil colocar no papel sentimentos, poucos escritores conseguem com maestria. Mas é extraordinário acompanhar o desenvolvimento de outro ser vivo, um filho... As pequenas conquistas, tudo que foi pela primeira vez: a palavra, o caminhar, a papinha, a dancinha, o banho, a escola e muito mais... A recordação e a participação na vida de um filho ninguém pode tirar de você. São seus, guardados a sete chaves no coração. A gente conhece alguém ou vê na TV um cara que fez barbaridade, mas a mãe dele está todo mês visitando-o na cadeia e ela  reza para ele ser um ser humano melhor. São coisas que só a mãe sabe entender. Muitos homens não são dotados da capacidade de amar outro ser que ele ajudou a gerar. São pessoas que não sabem amar ainda. Mas a mulher (não todas)
 nasce com essa capacidade infinita de amor e faz de tudo para ver sua cria feliz. Eu desejo que todas as mães do mundo não desistam de seus filhos, mesmo que seja difícil a caminhada, mesmo que pareça não existir esperança, que elas continuem a lutar para que seus filhos sejam pessoas melhores. Que seus filhos façam a diferença nesse mundo cheio de crueldade e que ensinem o amor a seus filhos também! Parabéns mamães! 

Uma frase de um homem que fez a diferença no mundo. Um homem que consolou muitas mães: Chico Xavier
"Viver é sempre dizer aos outros que eles são importantes. Que nós os amamos, porque um dia eles se vão e ficaremos com a impressão de que não os amamos o suficiente."

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Plano que deu certo

Hoje meu filho começou a ficar nervoso em sala de aula. Não sei se vocês leram sobre a oração do anjo que coloquei na bolsa dele junto com uma foto minha e dele. Então, ele pegou a oração e conseguiu se acalmar. Fico feliz, nem sei de onde surgiu essa ideia, mas foi bom. Ele falou a oração e acalmou. São pequenos gestos que parecem bobos para alguns que faz a diferença para uma criança com TDO.

Negociação com criança com TDO

Negociação, palavra simples, mas meu filho não entendia e nem aceitava isso. Dificilmente eu conseguia negociar com ele, ele não sabia como fazer. 
Eu e psicóloga trabalhamos muito em cima disso e agora com quase 9 anos ele começa a fazer. Então você imagina uma criança super nervosa e você tentando negociar. Nós tentávamos explicar a ele que sairia ganhando negociando, que era melhor fazer uma troca para que tudo melhorasse, mas ele não entendia. Complicado não é mesmo? Mas a maturidade o está ajudando a entender como funciona a negociação. 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Acompanhamento psiquiátrico

Eu já falei da minha busca por um bom psiquiatra e rapidamente sobre medicação, mas acho importante voltar a esse assunto. 
Eu relutei muito quando psicóloga disse que meu filho precisava de remédio para melhorar. Foi difícil, eu não queria entender. Remédio para mim é sempre a última solução. Tento de tudo antes de tomar um remédio, talvez isso venha do meu pai que dificilmente tomava medicamento. Mas psicóloga conversou várias vezes comigo e eu entendi que seria melhor para ele, pois no começo ficava nervoso diariamente, diversas vezes ao dia e isso não era bom pra ele.  A psicóloga usou o exemplo de outras doenças que faz com que a pessoa tome medicação sempre e adquira uma qualidade de vida melhor.
Eu concordei e ele começou medicação. Quando ele está muito nervoso psiquiatra aumento um pouco a dose. Eu gostaria muito que meu filho não tomasse remédios. Será bom demais se no futuro ele conseguir isso, mas se precisar da medicação para se sentir melhor, que assim seja. 
Peço que os pais tentem entender isso. Sei que é sofrido, não é fácil ver o filho tomando remédios todo dia, principalmente medicamentos fortes. Mas eu prefiro isso, a chegar à escola e ver cinco pessoas segurando seu filho no chão e ele chorando desesperadamente. Confio nas profissionais que escolhi. São todas mulheres, mas nada de preconceito apenas uma coincidência. 
Logo mais estarei postando entrevistas com elas sobre o TDO. Serão esclarecedoras e espero ajudar outros pais que passam pelo mesmo problema.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Preocupação com o futuro do meu filho




Toda essa situação do meu filho não conseguir lidar  com as emoções, baixa auto estima, tudo isso me deixa preocupada quanto ao futuro. O mundo não é fácil e precisamos preparar os filhos para enfrenta-lo. Mas como fazer isso com uma criança que tem TDO? Segundo a psicóloga do meu filho, se ele continuar terapia e tomar medicação, conseguirá ter uma vida normal. Para ser sincera procuro não pensar muito nisso se não enlouqueço. Mas tem dia que não tem como pensar. Preciso ter fé e continuar. Ele melhorou muito e não posso esquecer-me disso. 

O nervosismo hoje

Agora pouco meu filho ficou nervoso e foi péssimo. Eu o acompanho durante a tarefa e ele não queria fazer um exercício, disse que aquele não precisava, mas fazia parte da página que professora pediu. Eu insisti e ele ficou nervoso, agressivo. 
Tentarei passar para vocês o que sinto quando isso acontece. Primeiro  acabo ficando nervosa também, mesmo sabendo que não deveria. Não consigo... Depois sinto uma frustração e uma tristeza por não conseguir controlar a situação. 

Ele chora, pede desculpas, diz que é um monstro e é tudo horrível. Ainda bem que agora ele se acalma mais rápido. Antes demorava bastante. Eu preciso melhorar também e muito...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Teimosia

A teimosia do meu filho é maior que numa criança sem TDO, tenho certeza disso. Sabe aquele planejamento que temos relacionado ao filho, as regras, tudo que queremos passar a ele? No caso de criança com Transtorno Desafiador Opositivo não funciona muito e isso nos desespera no começo. Porque temos expectativas em relação aos filhos, desejamos coisas boas, queremo-los obedientes, etc... Mas nem sempre dá para ser como queremos. Isso não faz dele uma criança  horrível e impossível de lidar. Muitas vezes temos que negociar e deixa-la fazer o que sugere para depois conseguirmos o que queremos. É assim que funciona com o TDO. Tudo conversado, negociado, os dois lados precisam ceder. Por isso digo que é difícil para o homem (esposo) lidar com isso, pois homem costuma ser mais duro e radical, não aceitando ser contrariado.  
Temos que repensar a forma de tratamento quando o filho é diagnosticado com Transtorno Desafiador Opositivo e no começo é confuso e difícil de entender. Eu só tenho um filho talvez para quem tenha outro filho seja mais fácil de entender. Não sei... Para mim foi difícil entender como acalmar meu filho, entender a forma como ele pensa. É um longo período de aprendizado e ainda estou nele. No começo a gente discute, discute, depois cansa e percebe que não é por aí. É preciso conversar e entender a melhor forma de manter a paz dentro de casa. Com paz tudo fica mais fácil, tudo flui... 


Abrir mão de tudo

Hoje fiquei pensando em como será para um casal enfrentar o problema de um filho com TDO. Durante todo período do diagnóstico até agora (3 anos) eu estive sem ninguém, sem um companheiro e confesso que não é fácil, por outro lado, penso que poucos homens aguentariam as situações do dia a dia com um filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

A criança responde muito, fica agressiva muitas vezes e pede atenção. Só hoje me dou conta que tudo parou na minha vida, fiquei por conta desse problema. Não me arrependo, pois foi graças a isso que meu filho vem apresentando melhora. Mas sinto que é o momento de pensar um pouco em mim, de retomar algumas coisas. Acho que é preciso voltar a viver um pouco... 
Peço aos pais que tem filhos com TDO que tenham paciência, que procurem ajuda de profissionais que entendam do assunto (muitos nunca atenderam criança com esse problema) e que enxerguem no problema uma oportunidade de união. Para a mulher sozinha cuidar de um filho com TDO não é fácil, é bom ter o apoio de alguém, por isso, fiquem juntos. Para o filho com problema, sentir os pais unidos é muito importante. Ele se sentirá amado e ficará seguro para começar a melhorar. Preste atenção nesse filho procure informação e o ajude. Não desista de seu filho!