Conheçam meu blog onde conto meu dia a dia com meu filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

Para quem não conhece o que é Transtorno Desafiador Opositivo conheça meu blog onde falo do meu relacionamento com meu filho que tem esse problema. Descrevo nosso dia a dia e logo mais estarei postando entrevista com vários profissionais falando sobre esse assunto.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

POSTAGENS TRANSFERIDAS PARA SITE

AS POSTAGENS FORAM TRANSFERIDAS PARA UM SITE. VISITE O SITE, AJUDE A DIVULGAR E PARTICIPE:


www.transtornos. org

domingo, 15 de junho de 2014

Matéria que saiu hoje no Jornal O Regional de Catanduva - SP

Transtorno Desafiador Opositivo Precisa de Tratamento Médico

Falta de conhecimento da doença dificulta tratamento adequado para o portador

O que pode parecer uma simples birra de criança mal educada pode ser na verdade uma doença que precisa de tratamento. Muitos pais que nunca ouviram falar sobre Transtorno Desafiador Opositivo (TDO), mas com certeza se depararam com situações que são fatores característicos da doença.
De acordo com o neurologista Gustavo de Almeida Herrera, membro da Academia Brasileira de Neurologia e pós-graduado, mestre pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, o TDO é quando a pessoa argumenta e questiona de maneira exagerada as ideias de outras pessoas. “Adota uma atitude desafiante em relação aos pais, professores e adultos. Tem acessos freqüentes de raiva, discussão e afronta com os adultos, irritação e acusação a outras pessoas, sensibilidade exagerada, rancor, malevolência e índole vingativa”, explica o neurologista.
Cerca de 40% das crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e Impulsividade (TDAH) ocasiona problemas na vida pessoal dos indivíduos e na escola porque cursa com o Transtorno Desafiador Opositor. “Outra causa é o distúrbio de comportamento ocasionado em geral por excesso de permissividade por parte de pais e familiares. Na vida atual os pais em geral trabalham fora de casa e ficam muito pouco tempo com os filhos e muitas vezes para compensar esta ausência ou por não quererem ter atritos com os filhos, acabam aceitando uma conduta inadequada, o que reforça este comportamento da criança”, pontua Herrera.
A publicitária Sandra Regina Pereira descobriu que seu filho Vitor, tinha o TDO aos seis anos de idade. “Foi de repente, ele acordou um dia com atitudes diferentes daquelas costumeiras. Ele estava muito agressivo em casa e na escola. Queria agredir a todos, inclusive, procurando facas, tesouras, etc. Como ele já fazia terapia devido a um acidente automobilístico que sofremos, falei com a psicóloga para ela diagnosticar o que poderia estar acontecendo com ele”, diz Sandra.
Hoje, Vitor está com nove anos e continua fazendo o tratamento com médicos e psicóloga. Sandra afirma que o dia a dia do Vitor tem oscilações “Depende do dia, da semana. Tem semana que ele está calmo e tudo ocorre normalmente. Outra semana ele está nervoso, não quer fazer atividades na escola, fica agressivo e a escola me chama para ajudá-los a acalmá-lo para que ele continue com as atividades dentro da sala de aula. Em casa eu consigo acalmá-lo mais rápido, pois sei como ele reage a cada palavra, atitude”, observa.
DIAGNÓSTICO
Ainda de acordo com Herrera o diagnóstico é eminentemente clínico e se baseia na avaliação com a criança, familiares e outras pessoas envolvidas na educação da criança. “Como tudo tem controle e a criança pode viver bem e com comportamento adequado desde que se trate adequadamente”, alerta.
TRATAMENTO
O tratamento se baseia nas medidas educativas com os pais e a criança em relação ao comportamento, “seja por meio de consulta e acompanhamento psicoterápico, seja com o uso de medicamentos. Na eventualidade desta doença ser comorbidade de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e Impulsividade tem que ocorrer o tratamento”, frisa.
Vitor faz terapia regularmente e tem uma psiquiatra para acompanhar o uso dos remédios. “O remédio foi essencial desde o começo para que as crises de agressividade se tornassem mais espaçadas entre uma e outra. Sozinha não é possível ajudar a criança, é preciso da ajuda de profissionais da área da saúde e da educação, uma escola como a do Vitor que queira ajudar e que tenha paciência para lidar com uma criança que às vezes reage com agressividade”, considera Sandra.
RECOMENDAÇÃO
O médico acrescenta que a recomendação que pode ser dada aos pais que tenham filhos com este tipo de problema é que procurem ajuda especializada. “Que esses pais fiquem mais tempo com seus filhos se interessando pelas suas mínimas coisas, que tenham atividades lúdicas em conjunto com toda a família e que entendam que na educação dos filhos é importante que eles entendam que existem limites as suas reivindicações e que a vida se resume em direitos e deveres e que os filhos não têm somente direitos que são alimentação, conforto, educação e todas as necessidades básicas, mas tem deveres de ser um bom filho, educados, respeitando a hierarquia familiar, serem bons alunos e terem bom comportamento”,explica.
BUSCA
Para a Sandra essa atenção é sempre preenchida e ainda assim ela busca ajuda na internet com informações sobre o TDO. “Numa dessas pesquisas, entrei em um blog sobre assuntos diversos que tinha uma matéria sobre o transtorno. Embaixo da matéria, vários pais pediam ajuda, descrevendo a situação que estavam passando com os filhos com TDO. Havia alguns depoimentos de mães desesperadas dizendo que sentem vontade de desistirem dos filhos, que queriam morrer. Aquilo me tocou, eu nunca esqueci”, esclarece. 
BLOG
Pensando em ajudar os pais que tinham em casa filhos com o mesmo problema de Vitor, a publicitária resolveu criar um blog. “Comecei a formular ideia de um site, fui atrás, mas não tive recursos financeiros para concretizar. Então, optei pelo blog. Achei que ao ler minha experiência com meu filho, essas mães poderiam se comunicar comigo e eu poderia dar força por meio de palavras, fazê-las sentir que é possível uma melhora, porque chega num ponto às vezes que você acha que seu filho não tem jeito, você acha que ele nunca melhorará. Mas isso não é verdade, é preciso paciência”, desabafa. 
SOFRIMENTO
“Eu não acho que eu sofra com o problema do meu filho. Na verdade, ele sofre. São coisas que a vida nos oferece e que precisamos enfrentar, todos tem problemas. Com o auxílio dos profissionais certos, é possível conviver feliz com uma criança com TDO”, analisa Sandra.
NÃO HÁ 
CULPA
Herrera acrescenta que os pais não são culpados, “eles apenas não sabem como educar adequadamente. Isto é muito difícil de ser feito, pois no dia a dia com a criança tem que existir um grande companheirismo e acima de tudo respeito de um pelo outro”, finaliza.
 SERVIÇO
Para acessar o blog da Sandra e conhecer mais sobre o dia a dia do Vitor, basta acessar 
http://transtornodesafiadoropositivo.blogspot.com.br/. Sandra pedi a ajuda de outras mães e pais que queiram postar seus depoimentos. Profissionais que queiram ajudar, também podem entrar em contato pelo blog.

Por: Karla Sibro 

Agradeço a jornalista Karla Sibro pelo convite.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Site www.transtornos.org


Peço colaboração de todos para colocar site sobre TDO no ar - www.transtornos.org Quem tiver algum artigo sobre esse assunto ou outro problema relacionada a criança, quem souber de algum projeto que faça atendimento a criança com algum tipo de problema como TDO, déficit de atenção, hiperatividade, etc. e quem quiser contar sua história com o filho ou aluno (contar sobre o problema que filho tem e o que vem fazendo para lidar com isso), favor encaminhar para colocar no site. Mande para transtornosdiversos@gmail.com
Colaborem comigo para ajudarmos outros pais!

OBS: se quiser mandar sua história com seu filho ou aluno e não quiser se identificar, não tem problema. O importante é contar sua história para dar força a outros pais e educadores. Colabore! Vamos dar um pouco de esperança a outras pessoas.


Obrigada,

Sandra

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A gangorra das atitudes

Acho que o mais difícil para quem tem um filho com TDO é a mudança de atitude que pode ocorrer a qualquer momento. Pode ser em uma simples brincadeira com os amigos ou na escola durante uma dificuldade para entender um conteúdo. Quando percebo que ele não aguentará e ficará nervoso, corto a brincadeira e converso com ele. Para que vocês entendam melhor irei exemplificar: ele está brincando e o amigo começa a chamá-lo de algo que ele não gosta, ele diz para ele parar e o amigo continua... A atitude do meu filho não é a de simplesmente falar, ele parte para cima e tem muita força. Eu gostaria muito que ele se controlasse mais. Ele está com 9 anos, como será isso na adolescência onde tudo fica um pouco confuso? Eu não sei, mas me preocupo com isso. Sabemos que o mundo aí fora não está fácil e que a violência impera. Tento não pensar muito, se não enlouqueço. Apenas oro pedindo a Deus que ele encontre equilíbrio suficiente para viver independente, que ele aprenda a lidar com as situações cotidianas sem se alterar, pois não sei até quando estarei ao lado dele. Mas nesse mundo não temos certeza de nada. Então tudo pode acontecer, até mesmo ele ficar bem completamente. 


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Foi só um pedido e o resultado...

Hoje meu filho deu trabalho na escola, pois não queria copiar tudo da lousa. Quando cheguei à escola estava chorando e pedia desculpas. Viemos embora e conversei com ele. Quando chegamos a nossa casa eu e ele discutimos. Logo que chegou da escola pedi para ele buscar agenda e ler a tarefa em voz alta para eu saber o que tinha para hoje. Ele não quis ler e eu fiquei insistindo e dizendo que não deixaria  jogar no tablet. Foi o suficiente. Ele ficou muito, muito nervoso. Veio para cima de mim e disse palavras duras, não foram xingamentos, mas palavras como: você não faz nada, não me trata bem, etc.. Não vale a pena repetir tudo aqui. Pelas descrições anteriores vocês já sabem como uma criança com TDO reage, então não quero me tornar muito repetitiva.
Quanto a ele querer me agredir, eu o segurei e mostrei a ele que eu sou mais forte, que eu mando. Mas não foi fácil ele se acalmar. Eu pedi para ele deitar na cama e aos poucos foi se acalmando. Depois pediu desculpas. 
Esses dias ele perguntou como seria veterinário se fica nervoso e eu disse a ele que isso passaria com a idade, que ele conseguiria se controlar, que só depende dele usar a cabeça e não os músculos.  Mas eu me preocupo muito com a forma como ele reage aos acontecimentos diários. Muito mesmo... 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nova Manhã - Entrevista especial TDO

Apresentação aula de música


Ontem fui levei meu filho na aula de música e para minha surpresa aconteceria uma aula aberta para mães e pais acompanharem a evolução dos alunos. Na última aula meu filho faltou, então não sabíamos da apresentação. Confesso que fiquei apreensiva. Eu já comentei em outros posts o quanto ele tem autoestima baixa, por isso senti um pouco de medo. A movimentação era grande, os professores arrumando a sala, mães e alunos passando. Eu chamei meu filho e expliquei o que aconteceria e não deixei transparecer a minha insegurança. Agi o mais natural possível e ele não disse nada. Ficou quietinho olhando e demorou a entrar na sala. Para minha surpresa e felicidade ele foi bem. Fiquei orgulhosa e senti que vale a pena o esforço de sair correndo dois dias por semana e ficar duas horas esperando terminar aula de violão e canto coral. Sempre que puder Ontem fui levei meu filho na aula de música e para minha surpresa aconteceria uma aula aberta para mães e pais acompanharem a evolução dos alunos. Na última aula meu filho faltou, então não sabíamos da apresentação. Confesso que fiquei apreensiva. Eu já comentei em outros posts o quanto ele tem autoestima baixa, por isso senti um pouco de medo. A movimentação era grande, os professores arrumando a sala, mães e alunos passando. Eu chamei meu filho e expliquei o que aconteceria e não deixei transparecer a minha insegurança. Agi o mais natural possível e ele não disse nada. Ficou quietinho olhando e demorou a entrar na sala. Para minha surpresa e felicidade ele foi bem.



Fiquei orgulhosa e senti que vale a pena o esforço de sair correndo dois dias por semana e ficar duas horas esperando terminar aula de violão e canto coral. Sempre que puder arrume atividades que ajudem na autoestima do seu filho com TDO. Toda atividade que eleve a autoestima, é válida. 

OBS: Desculpe qualidade das fotos, mas foi primeira vez que tirei fotos do tablet e não fiz corretamente.





segunda-feira, 2 de junho de 2014

Teimosia e hoje na escola

A teimosia é uma das características da maioria das crianças, mas uma criança com TDO é bem mais evidente. Ultimamente tudo tem que ser conversado, explicado para depois meu filho fazer. Por exemplo, horário de tarefa, quando vamos ao supermercado (ele tinha melhorado) - ele quer algo que eu não quero comprar, tomar banho, brincar com os amiguinhos, hora certa de comer certos alimentos, etc. Nem sempre estou calma para lidar com isso, mas percebi que tenho que ficar, pois só assim ele obedece. Se falo com tom áspero ele responde pior. Então, a solução é procurar conversar, explicar. Muitas vezes ele não quer ouvir e deixa pouco espaço para  que eu fale. Eu peço para ele ficar calmo, muitas vezes repito isso e devagar ele me deixa falar. Na verdade eu não dou muito tempo para ele  pensar, no caso da tarefa, pego o caderno, abro, começo a falar...e por aí vai...Ele sempre reage bem..kkk Fazer o que? Todas aquelas leituras que fazemos antes de ter um filho ensinando como lidar com ele, caem por terra se o seu filho tem TDO. A gente aprende no dia a dia como acalmá-lo e dessa forma aprendemos com ele. É um eterno aprendizado. 

Hoje na escola ocorreu um problema. Meu filho  não quis copiar da lousa, pegou giz e começou a rabisca-la. A professora foi tentar tirá-lo e ele bateu cabeça na parede. Eu não cheguei a ser chamada na escola. Quando chegamos em casa tirei a TV por algumas horas. Conversei bastante, pedi para ele não fazer isso, que está na hora de se controlar, que precisa copiar da lousa e ele disse que tentou se controlar e não conseguiu. É complicado entender isso. Muitas vezes acho que ele está usando isso para não fazer algo, mas percebo que não é assim. Eu sei quando ele não fala a verdade. Para quem não convive com uma criança com TDO é complicado entender e aceitar tudo isso que ocorre. Mas é dessa forma que é nosso dia a dia. É cheio de altos e baixos e temos que lidar com isso da melhor forma possível. Não podemos viver em guerra. Temos que ter paciência e ajudar a criança. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O acidente de novo


Hoje meu filho foi à terapia. Primeiro dia depois que ele tocou no assunto do acidente comigo. Se vocês leram os outros posts sabem que em 2009 sofremos um acidente e faleceu minha irmã e sobrinha (filha dela). Meu filho, eu e o outro filho da minha irmã ficamos consciente tempo todo. Meu filho bateu a cabeça, mas não foi grave. Após a terapia perguntei a psicóloga o que ele disse a ela. Meu filho disse a ela que não queria que aquele dia tivesse existido e que sentia muita raiva do que houve. Perguntou a ela se eu tive culpa e ela explicou o que significa um acidente e que eu não tive culpa. Ele disse ainda que não queria que a tia e a prima tivessem morrido e a psicóloga explicou que a vida é assim, que acontecimentos tristes acontecem. Eu perguntei a ela se o Transtorno pode ser decorrente desse acontecimento e ela respondeu que provavelmente não, que ele sente durante as crises a mesma raiva que sentiu quando houve acidente. Ele associa os sentimentos. Mas acho que é cedo para alguma conclusão. Isso tudo envolve muita coisa, muitos sentimentos. Só o tempo dirá... Confesso que para mim não é fácil saber que o acidente  levou embora dois amores meus e que meu filho ainda sofre com ele. Mas eu também tenho que lidar com isso para que não se torne outro problema. 


Meu filho é um guerreiro. Com 9 anos já passou coisas que muitos adultos não aguentam. Sinto orgulho dele e não queria outro filho. Ele é meu tudo e agradeço a Deus por tê-lo deixado comigo no acidente. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Site

Logo mais colocarei no ar um site (meu irmão me presenteou com o site e eu estou muito feliz) com todas as postagens do blog e várias novidades para  pais e educadores. Conto com a colaboração de todos. Se algum profissional da área de saúde tiver artigo sobre TDO, Transtorno de Conduta, Déficit de Atenção, Hiperatividade, etc mandem para colocar no site. A intenção é fazer um site informativo.
Ah! Quem souber de algum Projeto (em qualquer Estado brasileiro) que trata crianças com esses tipos de problemas, favor informar fone, endereço, site que entrarei em contato para colocar no nosso site. O endereço será esse: www.transtornos.org.br Decorem o endereço para ajudar na divulgação!
Vamos participar e colocar no ar um site que ajude mães e educadores! Obrigada!

O Transtorno Desafiador Opositivo hoje

Ontem participando de um programa na emissora local de Catanduva sobre Transtorno Desafiador Opositivo com três profissionais: uma psicóloga, uma psicopedagoga e um terapeuta ocupacional percebi o quanto esse assunto é novo. (Na foto eu sou a de preto e branco).
Acredito que o problema ocorra nas crianças faz tempo, mas agora tem um nome. Quando você fala do assunto imediatamente um educador ou uma mãe identifica o problema no próprio filho ou em um conhecido e o educador lembra-se de algum aluno. Temos que falar bastante, trocar informações e explicar para que possamos ajudar outras crianças. O fator emocional das famílias é importante nesse caso. Se você não está bem e seu filho tem TDO dificilmente você conseguirá  ajudá-lo. Então envolve muita coisa. Não é um problema isolado que você leva ao médico e a criança melhora. É um problema que requer equilíbrio emocional de todos e paciência, pois demora  a criança a melhorar. Muitas vezes a gente está chateada com problemas do dia a dia e liga a escola contando episódio triste que ocorreu com seu filho. Como fica uma mãe nesse caso? Temos que aprender a lidar com nossas emoções para não cair numa depressão ou achar que não existe esperança. A família envolvida que tiver condições financeiras para fazer terapia deve fazer. É através de bons profissionais na área da saúde que conseguimos sentir esperança e continuar lutando. Tem dias que é desesperador. Você fala, seu filho não te ouve, você tem mil coisas para fazer e sabe que não pode perder o equilíbrio. Não é fácil não é mesmo? Peço que não sintam vergonha em admitir que é preciso buscar ajuda profissional para que tudo melhore. Não tenham preconceito com psicólogos, psiquiatra, terapeuta ocupacional, psicopedagogo, etc. Tem várias formas de conseguir uma melhora com seu filho. Ontem no programa a terapeuta ocupacional Amanda Carnelossi sugeriu a Equoterapia - " A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima". Texto extraído do site da Associação Nacional de Equoterapia .
Fonte: http://www.equoterapia.org.br/site/equoterapia.php

Eu por exemplo coloquei meu filho na aula de violão e canto coral, acredito que possa ajudar na autoestima que é muito baixa. Inclusive, não pago por essas aulas, ele faz aula no Projeto Guri, que é mantido pelo Governo Paulista. Infelizmente não é um projeto que encontre em todos os Estados. Mas as escolas estaduais e municipais estão oferecendo vários cursos de música aos sábados. Procure se informar. Abaixo endereço do site do Projeto Guri (onde estão localizados os Polos de Desenvolvimento): http://www.projetoguri.org.br/site/polos.guri.php

Se você não se acomodar e encontrar tempo conseguirá encontrar boas opções para ajudar seu filho. Vamos trocar informações e nos ajudar. Mande comentários, conte sua história que vamos tentar ajudar da melhor forma possível. Abraços a todos!

Sobre o programa que participei ontem estou tentando conseguir cópia para disponibilizar para vocês terem acesso as informações que as  profissionais disseram sobre TDO. Aguarde.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Semana de prova - pressão

Estamos de novo na semana de prova e para minha surpresa meu filho vem reagindo bem. Está estudando (preciso ter muita paciência...kkk) e escola ligou hoje dizendo que ficou nervoso e pediu para busca-lo. Mesmo assim, ele está melhor do que na semana de prova do mês anterior. Estou tentando não pressioná-lo  e dou forças a ele dizendo que está a par do conteúdo da prova, que conseguirá tirar nota. É assim que funciona, devagar, dando atenção e forças e ao mesmo tempo sendo “dura”. 
Quando digo dura, quero dizer que é preciso falar firme com a criança para que ela melhore o comportamento e dependendo a situação e se o comportamento for decorrente, cortar algo que ela goste. Mas só pode cortar por um dia ou algumas horas. Nunca exagerar, isso não funciona com a criança com TDO. A criança com TDO tem completa consciência que agiu errado e que precisa melhorar, então não pode exagerar no “castigo”. Se a criança está no auge das crises sugiro que não corte nada. Nesse período só conversa e terapia pode ajudar (em alguns casos  é preciso usar medicação – meu filho utiliza).
Peço que mães e educadores que tem filhos ou alunos com esse problema entre em contato para troca de informações. Vamos nos auxiliar!   

Nove anos - Tributo ao amor

Domingo, dia 25 de maio meu filho fez 9 anos e eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer a Deus a oportunidade de aprendizado que ele vem me proporcionando. Através do problema de TDO do meu filho venho aprendendo o que nunca tive: paciência. Diante das situações que o TDO proporciona percebo que na verdade eu preciso melhorar minhas atitudes para que meu filho melhore também. Não é um problema isolado, é uma cadeia. 

Não é só ele que precisa melhorar, eu também preciso e isso tem me ajudado a refletir e tentar ser uma pessoa melhor. Não tem sido fácil, falho muito, mas sei que é uma oportunidade única de melhorar. Se não fosse meu filho eu não conheceria o amor que Jesus falava quando esteve entre nós, pedindo para amarmos um ao outro. Acho que só o amor de mãe para com o filho chega um pouco perto do que Jesus veio ensinar e mostrar. Por isso afirmo com certeza que tudo tem valido a pena, os momentos difíceis onde pratico o exercício da paciência e o resultado lento, mas positivo ao longo desses três anos. Amar meu filho, conviver com ele foi o maior presente que Deus poderia me dar. Obrigada a todos que participam da minha vida e do meu filho e que ajudam direta e indiretamente na minha boa convivência com ele! E você meu filho, tem sido tudo de bom que a vida poderia me dar. Amo você de paixão e amor eterno!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Problemas na aula de música

Meu filho faz aula de violão e canto coral duas vezes por semana e hoje foi dia de aula e eu precisei me ausentar apesar de esperá-lo todo dia até término da aula. Eu o levo direto da escola para aula de música, pois moramos longe. Pela primeira vez ele ficou nervoso durante aula de coral. A professora não deixou ele tomar água e ele ficou agressivo. A coordenadora conseguiu acalmá-lo. Ela contou que ele disse que tem transtorno e adivinha? Todos sentiram "dó" dele. Eu tinha dado endereço do blog para coordenadora e ela chamou a professora para conhecer e entender o problema. Eu fiquei muito mal com isso. Senti-me péssima. Sei que tornei público o problema do meu filho, mas não gosto que sintam pena dele. 
Hoje foi um dia difícil, carro quebrado de novo (ontem já tinha quebrado), meu filho nervoso na escola de música e depois discussão para ele estudar. Eu fico nervosa, sei que preciso me controlar mais... Ele chorou, disse que eu sofro, mas que a pessoa que mais sofre com tudo isso é ele e usou dos meus pontos fracos dizendo que eu queria outro como filho, etc... Eu fiquei três horas pedindo para ele começar a estudar (ele não faz tarefa e nem estuda sozinho). Chegou um momento que eu não aguentei ficar chamando e ele nada. Isso é ruim para os dois. Ele ficou muito nervoso, quis me agredir, mas quando começa agora ele para. Anteriormente não era assim.
Percebo que ele consegue pensar e parar. Surgiu um dado novo durante a crise que não sei se partiu de alguma conversa que ele teve hoje com alguém sobre o acidente que tivemos ou se isso está ocorrendo mesmo. Ele disse que queria me contar um segredo: "a minha cabeça dói durante o nervosismo e penso no acidente, eu sinto medo". Eu perguntei se era sempre assim e ele disse que não, que começou há pouco tempo.Ele nunca disse isso. Nunca associamos o problema dele ao acidente. Existem duas possibilidades: ele ter ouvido alguém falar sobre isso ou conversado sobre o acidente ou o acidente pode ter influenciado esse problema. Isso é totalmente novo. Falarei com psicóloga (ele me autorizou) e ela trabalhará isso para saber porque ele disse isso. Nenhum médico associou o problema dele com o acidente especificamente. Confesso que fiquei arrasada. De alguma forma eu não queria que o problema dele fosse decorrente do acidente, pois eu estava dirigindo... 

terça-feira, 20 de maio de 2014

A importância do acompanhamento médico

Algumas mães que passam pelo mesmo problema que eu passo estão entrando em contato e eu agradeço, pois a troca de informação ajuda e fortalece. Continuem a entrar em contato, responderei a todo comentário. No site que colocarei no ar todo leitor poderá participar contando sua história. Seja qual for sua história de superação com seu filho, conte-a no site.

Mas uma coisa que me chamou atenção nos comentários das mães foi que algumas crianças que apresentam os sintomas do TDO estão sem acompanhamento de terapeuta, psiquiatra, etc. Independente do diagnóstico (TDO ou não)  acho que os pais devem procurar ajuda de profissionais da saúde. Primeiro porque vocês se sentirão mais fortalecidos, saberão lidar melhor com a situação e segundo que o quadro do seu filho não se desenvolverá para outro tipo de transtorno mais grave. Eu digo isso porque se o Transtorno Desafiador Opositivo não for tratado ele pode evoluir para um Transtorno de Conduta. Ficará bem mais complicado vocês conseguirem controlarem seus filhos se ocorrer essa evolução. Então não sejam preconceituosos, procurem ajuda. Não é vergonha procurar ajuda de pessoas que entendem do assunto, todas as pessoas envolvidas no problema se sentirão mais calmas. Emocionalmente é complicado para os pais, porque temos vários problemas em nosso dia a dia além do nosso filho.
Eu não faço terapia porque não tenho condições financeiras, mas quem tiver ou conseguir gratuitamente, faça. Ajudará a manter a calma durante as crises e ajudará a não sentir culpa e a lidar melhor com seu filho. O que temos que entender e aceitar é que esse problema tem que ser trabalhado cada fase da criança. Por exemplo, hoje com quase 9 anos trabalhamos o comportamento do meu filho: eu, psicóloga, psiquiatra e escola. É um trabalho conjunto. Quando ele entrar na adolescência poderá ocorrer depressão e uso de drogas, então temos que redirecionar o tratamento. Vocês entendem o quanto é importante acompanhamento médico? Cuidado para não deixarem o tempo passar achando que seus filhos ficarão melhores só com a maturidade. Eles poderão melhorar a agressividade, mas aparecerão outros problemas. Não se enganem o TDO é um problema sério e grave. Encarem de frente e procurem ajuda de quem entende.

**  Eu pretendo colocar no blog a definição de todos os tipos de transtornos, mas não quero pegar da internet. Estou aguardando psicóloga do meu filho passar para mim a definição que tem no compêndio de psicologia. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cansativo e desanimador


Hoje meu filho assistiu aula até 10h00. A escola ligou e falei com ele por telefone. Meu filho disse que estava com saudade e que não queria ficar na escola: negociamos pedi para ele assistir aula e em troca eu levaria o gatinho para os amiguinhos verem. Eu cumpri, mas ele não. Liguei na escola de novo e funcionária achou que ele estava na sala de aula, mas ele não estava. Confesso que é desanimador  e tem dias como hoje que sinto vontade de sumir, de esquecer. Não entendo direito o que desencadeia isso e me preocupo com o futuro dele. Ele está de castigo, não brincará fora de casa e ficará estudando. Sei que não posso parar, não posso desistir. É só um desabafo. 



domingo, 18 de maio de 2014

Matéria que saiu hoje (18/05/2014) no jornal “O Tempo” de Belo Horizonte no qual eu participei:

DESCONHECIMENTO

Pequenos descontrolados e rebeldes podem estar doentes 

TDO tem cura com terapia, apoio da família, escola e, às vezes, medicamento





PUBLICADO EM 18/05/14 - 03h00
ALINE RESKALLA E LITZA MATTOS


Há três anos, quando Vitor Caetano Pereira da Silva, 8, foi diagnosticado com o Transtorno Desafiador Opositivo (TDO), a mãe dele, a publicitária Sandra Regina Pereira, se desesperou. Com medo de um nome que nunca tinha ouvido falar, ela pensou logo que não daria conta do problema.
Os sintomas são realmente desafiadores: Vitor ficava nervoso, agressivo, sem controle. Chegava a procurar objetos cortantes para agredir a mãe. Após as crises, o menino ficava péssimo, se arrependia, chorava. Hoje, o drama da família diminuiu muito, graças ao diagnóstico preciso e ao tratamento iniciado há três anos.


O TDO é pouco conhecido da população, mas afeta 10% das crianças em idade escolar. O médico psiquiatra da infância e adolescência Gustavo Teixeira explica que os sintomas aparecem entre os 5 e 7 anos de idade. Os pequenos desafiam autoridades de pais, familiares, professores e adultos de uma forma geral. São impulsivos, opositivos, desafiadores, não aceitam críticas, regras e desafiam deliberadamente a autoridade de figuras de autoridade.

As causas, segundo Teixeira, são uma associação de vulnerabilidade genética e fatores ambientais. “Esses seriam fatores que influenciariam e causariam o ‘gatilho’ para o aparecimento do problema”, esclarece o especialista.

Os principais fatores ambientais estão relacionados a dois padrões parentais opostos: pais agressivos, negligentes, autoritários e violentos, ou pais passivos, fracos, sem autoridade, facilmente manipulados.

“Crianças inseridas em ambientes socialmente e economicamente desfavorecidos também facilitam o surgimento do problema. Aquelas que convivem em comunidades violentas e sem acesso à educação também”, explica Teixeira.

Segundo ele, os pais não precisam se desesperar, pois, com tratamento adequado e apoio da família, o problema pode ser vencido. O tratamento envolve um programa de orientação de pais, da escola, e a terapia cognitiva-comportamental também é indicada. “Em casos graves, a medicação pode ser utilizada, objetivando a diminuição dos sintomas opositivos e desafiadores da criança. Com a participação da família e escola, os sintomas podem ser eliminados”, garante o psiquiatra.

Gustavo Teixeira é autor do livro “O Reizinho da Casa”, da editora Best Seller. O livro é considerado o primeiro guia brasileiro sobre esse problema comportamental tão comum nos lares brasileiros.

Segundo o autor, o livro oferece uma oportunidade de pais e professores conhecerem o problema e resolvê-lo através da utilização de técnicas comportamentais eficientes de manejo de sintomas e correção de falhas na criação dos filhos.

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/interessa/pequenos-descontrolados-e-rebeldes-podem-estar-doentes-1.847145

Entrevista que dei para jornal "O Tempo" de Belo Horizonte e saiu hoje:

“Sem apoio familiar e de profissionais, não damos conta” 

Sandra Regina Pereira - Publicitária mãe de Vitor Caetano Pereira da Silva, 8

PUBLICADO EM 18/05/14 - 03h00

Quais os principais desafios dos pais de filhos com TDO? É conseguir se controlar quando ele está descontrolado. É ter paciência e paciência. Esquecer aquele modelo que nos passaram do bom filho desde quando você era pequena e aceitar as limitações do seu filho. É aprender a amar sem esperar nada em troca. É viver cada dia e comemorar com ele cada vitória.

Como chegou ao diagnóstico preciso? É complicado porque não é uma doença comum, mas um problema emocional. Não demorou muito porque ele já fazia terapia devido a um acidente que tivemos. Mas só a psicóloga era pouco, era preciso entrar com medicação para ajudar a acalmá-lo. Foram vários psiquiatras até conseguir um que entendesse do assunto e passasse medicação eficaz. Aproveito para fazer um alerta: dificilmente antes dos 6 anos dá para chegar a um diagnóstico do transtorno. Os pais devem ter cuidado com diagnósticos precoces.

Como se sentiu ao receber o diagnóstico? Senti desespero e medo. Nunca tinha ouvido falar desse transtorno. Tudo que você lê na internet sobre o problema – apesar de que a psicóloga leu para mim compêndio de psicologia e pediu para eu não ler nada na internet – é desesperador. Passa muita coisa pela cabeça. Num primeiro momento, você acha que não dará conta e, se não tiver apoio familiar e de profissionais, não dará mesmo.

Por quais tipos de tratamento ele já passou? Ele ainda está em tratamento. Faz terapia regularmente e consultas ao psiquiatra por causa da medicação. Ele toma dois tipos de remédios. Fora isso, o médico pediu para fazer aula de música para que ele sinta-se valorizado, pois tem autoestima baixa.

Qual foi o momento mais difícil? Eles ainda existem, mas o mais difícil foi o início. A pressão das escolas para tirá-lo (ele passou por duas escolas), pois não sabiam e ainda não sabem (a maioria) lidar com crianças com TDO; as crises de agressividade; a medicação, pois eu não queria que ele tomasse remédios. Demorou até eu entender que era melhor para ele, para ter qualidade de vida.

Como seu filho se comporta após as crises? Ele sofre, sente arrependimento e chora muito quando tudo passa. Eu chegava na escola e tinha cinco mulheres segurando meu filho no chão. Era desesperador. Devagar estou aprendendo a lidar com ele na hora das crises. A forma de abordá-lo, o que dizer e tentar não passar para ele quando estou com algum problema, pois isso reflete diretamente nele.

Como ele está hoje?  Melhorou muito. Não procura objetos quando fica nervoso e se controla mais rápido. Com quase 9 anos, entende que precisa melhorar e depende dele. Faz quase dois meses que não tem uma recaída, e isso me deixa feliz. Estamos trabalhando a autoestima, que é baixíssima, e a necessidade de assumir os próprios erros, pois ele sempre culpa alguém quando age incorretamente. (LM)

Link da entrevista: http://www.otempo.com.br/interessa/sem-apoio-familiar-e-de-profissionais-n%C3%A3o-damos-conta-1.847146


Sintomas, causas e como lidar com portador de TDO:


OBS: Clique na imagem para aumentá-la.

Fonte: http://www.otempo.com.br/infogr%C3%A1ficos/o-tdo-1.847142

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Recaída na escola

Aconteceu... Fui chamada na escola hoje porque meu filho ficou nervoso e pegou um ferro para bater nas pessoas. A funcionária foi tirar dele e machucou um pouco o pescoço do meu filho. Ele tem muita força.m Confesso que isso me deixa muito triste... Hoje era dia de prova e acho que ficou inseguro e em vez de conversar ele perde a calma. Sei que você que está lendo o blog deve achar estranho ou que talvez ele tenha se acostumado a isso, mas não é assim que ocorre. Só quem participa de perto sabe que é verdade e como funciona. Ele se arrepende e sente-se frustrado por não conseguir se controlar. 
Fazia tempo que isso  não ocorria. Quando cheguei à escola ele estava fazendo prova na sala da diretora. Fez tudo certinho e acabou antes de alguns alunos. Acabei indo embora e voltei só para busca-lo no horário de saída. Eu já sei que existem recaídas. Mas não consigo evitar ficar triste quando ocorre. Mas tomo o cuidado de não passar isso, conversamos bastante sobre tudo que ocorreu.