Agora pouco meu filho ficou nervoso e foi péssimo. Eu o acompanho durante a tarefa e ele não queria fazer um exercício, disse que aquele não precisava, mas fazia parte da página que professora pediu. Eu insisti e ele ficou nervoso, agressivo.
Tentarei passar para vocês o que sinto quando isso acontece. Primeiro acabo ficando nervosa também, mesmo sabendo que não deveria. Não consigo... Depois sinto uma frustração e uma tristeza por não conseguir controlar a situação.
Ele chora, pede desculpas, diz que é um monstro e é tudo horrível. Ainda bem que agora ele se acalma mais rápido. Antes demorava bastante. Eu preciso melhorar também e muito...
A teimosia do meu filho é maior que numa criança sem TDO, tenho certeza disso. Sabe aquele planejamento que temos relacionado ao filho, as regras, tudo que queremos passar a ele? No caso de criança com Transtorno Desafiador Opositivo não funciona muito e isso nos desespera no começo. Porque temos expectativas em relação aos filhos, desejamos coisas boas, queremo-los obedientes, etc... Mas nem sempre dá para ser como queremos. Isso não faz dele uma criança horrível e impossível de lidar. Muitas vezes temos que negociar e deixa-la fazer o que sugere para depois conseguirmos o que queremos. É assim que funciona com o TDO. Tudo conversado, negociado, os dois lados precisam ceder. Por isso digo que é difícil para o homem (esposo) lidar com isso, pois homem costuma ser mais duro e radical, não aceitando ser contrariado.
Temos que repensar a forma de tratamento quando o filho é diagnosticado com Transtorno Desafiador Opositivo e no começo é confuso e difícil de entender. Eu só tenho um filho talvez para quem tenha outro filho seja mais fácil de entender. Não sei... Para mim foi difícil entender como acalmar meu filho, entender a forma como ele pensa. É um longo período de aprendizado e ainda estou nele. No começo a gente discute, discute, depois cansa e percebe que não é por aí. É preciso conversar e entender a melhor forma de manter a paz dentro de casa. Com paz tudo fica mais fácil, tudo flui...
Hoje fiquei pensando em como será para um casal enfrentar o problema de um filho com TDO. Durante todo período do diagnóstico até agora (3 anos) eu estive sem ninguém, sem um companheiro e confesso que não é fácil, por outro lado, penso que poucos homens aguentariam as situações do dia a dia com um filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.
A criança responde muito, fica agressiva muitas vezes e pede atenção. Só hoje me dou conta que tudo parou na minha vida, fiquei por conta desse problema. Não me arrependo, pois foi graças a isso que meu filho vem apresentando melhora. Mas sinto que é o momento de pensar um pouco em mim, de retomar algumas coisas. Acho que é preciso voltar a viver um pouco...
Peço aos pais que tem filhos com TDO que tenham paciência, que procurem ajuda de profissionais que entendam do assunto (muitos nunca atenderam criança com esse problema) e que enxerguem no problema uma oportunidade de união. Para a mulher sozinha cuidar de um filho com TDO não é fácil, é bom ter o apoio de alguém, por isso, fiquem juntos. Para o filho com problema, sentir os pais unidos é muito importante. Ele se sentirá amado e ficará seguro para começar a melhorar. Preste atenção nesse filho procure informação e o ajude. Não desista de seu filho!