Há anos meu filho entregou esse
desenho para mim e fiquei feliz. Finalmente ele entendia que eu era sua mãe e seu
pai. Até então acho que ele tinha esperança que o pai fosse menos ausente. O
pai dele aparece a cada 3, 4 anos, não liga, não conversa com ele. A última vez
que apareceu foi em julho do ano passado (2013) e após ir embora, meu filho não
queria tocar no assunto, parecia magoado, até que finalmente disse: ele não
falou comigo. Acho que ele esperava mais e ficou decepcionado. Quando eu falo
para o pai que o filho dele tem TDO ele diz que é falta de limites, que eu não
soube educa-lo. Complicado tentar
explicar para uma pessoa que não quer entender. Mas meu filho passou diversas
fases em relação a ausência do pai. Quando novo
ele pedia para ligar para o pai, dizia que sentia saudade, então eu
ligava. Mas psicóloga disse: “Sandra até onde vale a pena aproximar seu filho
do pai sendo que ele aparece e depois some por vários anos? Isso faz seu filho
sofrer mais ainda, a criança não entende como uma pessoa que a ama vai embora e não aparece mais.” Lembro como se fosse hoje quando o levei para São Paulo e ele conheceu a casa do pai e depois foi ao Parque da Xuxa com ele. Aquilo o marcou demais. Ele adorou, só falava nisso, contou para os amiguinhos. Mas depois o pai sumiu. Doeu muito nele essa atitude do pai.
Quando mais velho, ele não falava mais no pai e chegou uma época
que dizia aos amiguinhos que o pai morreu, não existia. Uma pena essa ausência pois, a presença do pai é muito importante na
vida de uma criança. Meu pai foi importantíssimo na minha vida, um verdadeiro
amigo, meu porto seguro em todos os sentidos. Na verdade não fazia parte dos
meus planos ter um filho com pai ausente. Mas na vida nem sempre as coisas
acontecem como gostaríamos que fosse. Eu e meu filho somos felizes. Temos uma
vida simples, mas feliz!
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