Conheçam meu blog onde conto meu dia a dia com meu filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

Para quem não conhece o que é Transtorno Desafiador Opositivo conheça meu blog onde falo do meu relacionamento com meu filho que tem esse problema. Descrevo nosso dia a dia e logo mais estarei postando entrevista com vários profissionais falando sobre esse assunto.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Super Pai

Há anos meu filho entregou esse desenho para mim e fiquei feliz. Finalmente ele entendia que eu era sua mãe e seu pai. Até então acho que ele tinha esperança que o pai fosse menos ausente. O pai dele aparece a cada 3, 4 anos, não liga, não conversa com ele. A última vez que apareceu foi em julho do ano passado (2013) e após ir embora, meu filho não queria tocar no assunto, parecia magoado, até que finalmente disse: ele não falou comigo. Acho que ele esperava mais e ficou decepcionado. Quando eu falo para o pai que o filho dele tem TDO ele diz que é falta de limites, que eu não soube educa-lo.  Complicado tentar explicar para uma pessoa que não quer entender. Mas meu filho passou diversas fases em relação a ausência do pai. Quando novo  ele pedia para ligar para o pai, dizia que sentia saudade, então eu ligava. Mas psicóloga disse: “Sandra até onde vale a pena aproximar seu filho do pai sendo que ele aparece e depois some por vários anos? Isso faz seu filho sofrer mais ainda, a criança não entende como uma pessoa que a ama vai embora e não aparece mais.” Lembro como se fosse hoje quando o levei para São Paulo e ele conheceu a casa do pai e depois foi ao Parque da Xuxa com ele. Aquilo o marcou demais. Ele adorou, só falava nisso, contou para os amiguinhos. Mas depois o pai sumiu. Doeu muito nele essa atitude do pai.

Quando mais velho,  ele não falava mais no pai e chegou uma época que dizia aos amiguinhos que o pai morreu, não existia. Uma pena essa ausência pois, a presença do pai é muito importante na vida de uma criança. Meu pai foi importantíssimo na minha vida, um verdadeiro amigo, meu porto seguro em todos os sentidos. Na verdade não fazia parte dos meus planos ter um filho com pai ausente. Mas na vida nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos que fosse. Eu e meu filho somos felizes. Temos uma vida simples, mas feliz!


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