Conheçam meu blog onde conto meu dia a dia com meu filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

Para quem não conhece o que é Transtorno Desafiador Opositivo conheça meu blog onde falo do meu relacionamento com meu filho que tem esse problema. Descrevo nosso dia a dia e logo mais estarei postando entrevista com vários profissionais falando sobre esse assunto.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O acidente de novo


Hoje meu filho foi à terapia. Primeiro dia depois que ele tocou no assunto do acidente comigo. Se vocês leram os outros posts sabem que em 2009 sofremos um acidente e faleceu minha irmã e sobrinha (filha dela). Meu filho, eu e o outro filho da minha irmã ficamos consciente tempo todo. Meu filho bateu a cabeça, mas não foi grave. Após a terapia perguntei a psicóloga o que ele disse a ela. Meu filho disse a ela que não queria que aquele dia tivesse existido e que sentia muita raiva do que houve. Perguntou a ela se eu tive culpa e ela explicou o que significa um acidente e que eu não tive culpa. Ele disse ainda que não queria que a tia e a prima tivessem morrido e a psicóloga explicou que a vida é assim, que acontecimentos tristes acontecem. Eu perguntei a ela se o Transtorno pode ser decorrente desse acontecimento e ela respondeu que provavelmente não, que ele sente durante as crises a mesma raiva que sentiu quando houve acidente. Ele associa os sentimentos. Mas acho que é cedo para alguma conclusão. Isso tudo envolve muita coisa, muitos sentimentos. Só o tempo dirá... Confesso que para mim não é fácil saber que o acidente  levou embora dois amores meus e que meu filho ainda sofre com ele. Mas eu também tenho que lidar com isso para que não se torne outro problema. 


Meu filho é um guerreiro. Com 9 anos já passou coisas que muitos adultos não aguentam. Sinto orgulho dele e não queria outro filho. Ele é meu tudo e agradeço a Deus por tê-lo deixado comigo no acidente. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Site

Logo mais colocarei no ar um site (meu irmão me presenteou com o site e eu estou muito feliz) com todas as postagens do blog e várias novidades para  pais e educadores. Conto com a colaboração de todos. Se algum profissional da área de saúde tiver artigo sobre TDO, Transtorno de Conduta, Déficit de Atenção, Hiperatividade, etc mandem para colocar no site. A intenção é fazer um site informativo.
Ah! Quem souber de algum Projeto (em qualquer Estado brasileiro) que trata crianças com esses tipos de problemas, favor informar fone, endereço, site que entrarei em contato para colocar no nosso site. O endereço será esse: www.transtornos.org.br Decorem o endereço para ajudar na divulgação!
Vamos participar e colocar no ar um site que ajude mães e educadores! Obrigada!

O Transtorno Desafiador Opositivo hoje

Ontem participando de um programa na emissora local de Catanduva sobre Transtorno Desafiador Opositivo com três profissionais: uma psicóloga, uma psicopedagoga e um terapeuta ocupacional percebi o quanto esse assunto é novo. (Na foto eu sou a de preto e branco).
Acredito que o problema ocorra nas crianças faz tempo, mas agora tem um nome. Quando você fala do assunto imediatamente um educador ou uma mãe identifica o problema no próprio filho ou em um conhecido e o educador lembra-se de algum aluno. Temos que falar bastante, trocar informações e explicar para que possamos ajudar outras crianças. O fator emocional das famílias é importante nesse caso. Se você não está bem e seu filho tem TDO dificilmente você conseguirá  ajudá-lo. Então envolve muita coisa. Não é um problema isolado que você leva ao médico e a criança melhora. É um problema que requer equilíbrio emocional de todos e paciência, pois demora  a criança a melhorar. Muitas vezes a gente está chateada com problemas do dia a dia e liga a escola contando episódio triste que ocorreu com seu filho. Como fica uma mãe nesse caso? Temos que aprender a lidar com nossas emoções para não cair numa depressão ou achar que não existe esperança. A família envolvida que tiver condições financeiras para fazer terapia deve fazer. É através de bons profissionais na área da saúde que conseguimos sentir esperança e continuar lutando. Tem dias que é desesperador. Você fala, seu filho não te ouve, você tem mil coisas para fazer e sabe que não pode perder o equilíbrio. Não é fácil não é mesmo? Peço que não sintam vergonha em admitir que é preciso buscar ajuda profissional para que tudo melhore. Não tenham preconceito com psicólogos, psiquiatra, terapeuta ocupacional, psicopedagogo, etc. Tem várias formas de conseguir uma melhora com seu filho. Ontem no programa a terapeuta ocupacional Amanda Carnelossi sugeriu a Equoterapia - " A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima". Texto extraído do site da Associação Nacional de Equoterapia .
Fonte: http://www.equoterapia.org.br/site/equoterapia.php

Eu por exemplo coloquei meu filho na aula de violão e canto coral, acredito que possa ajudar na autoestima que é muito baixa. Inclusive, não pago por essas aulas, ele faz aula no Projeto Guri, que é mantido pelo Governo Paulista. Infelizmente não é um projeto que encontre em todos os Estados. Mas as escolas estaduais e municipais estão oferecendo vários cursos de música aos sábados. Procure se informar. Abaixo endereço do site do Projeto Guri (onde estão localizados os Polos de Desenvolvimento): http://www.projetoguri.org.br/site/polos.guri.php

Se você não se acomodar e encontrar tempo conseguirá encontrar boas opções para ajudar seu filho. Vamos trocar informações e nos ajudar. Mande comentários, conte sua história que vamos tentar ajudar da melhor forma possível. Abraços a todos!

Sobre o programa que participei ontem estou tentando conseguir cópia para disponibilizar para vocês terem acesso as informações que as  profissionais disseram sobre TDO. Aguarde.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Semana de prova - pressão

Estamos de novo na semana de prova e para minha surpresa meu filho vem reagindo bem. Está estudando (preciso ter muita paciência...kkk) e escola ligou hoje dizendo que ficou nervoso e pediu para busca-lo. Mesmo assim, ele está melhor do que na semana de prova do mês anterior. Estou tentando não pressioná-lo  e dou forças a ele dizendo que está a par do conteúdo da prova, que conseguirá tirar nota. É assim que funciona, devagar, dando atenção e forças e ao mesmo tempo sendo “dura”. 
Quando digo dura, quero dizer que é preciso falar firme com a criança para que ela melhore o comportamento e dependendo a situação e se o comportamento for decorrente, cortar algo que ela goste. Mas só pode cortar por um dia ou algumas horas. Nunca exagerar, isso não funciona com a criança com TDO. A criança com TDO tem completa consciência que agiu errado e que precisa melhorar, então não pode exagerar no “castigo”. Se a criança está no auge das crises sugiro que não corte nada. Nesse período só conversa e terapia pode ajudar (em alguns casos  é preciso usar medicação – meu filho utiliza).
Peço que mães e educadores que tem filhos ou alunos com esse problema entre em contato para troca de informações. Vamos nos auxiliar!   

Nove anos - Tributo ao amor

Domingo, dia 25 de maio meu filho fez 9 anos e eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer a Deus a oportunidade de aprendizado que ele vem me proporcionando. Através do problema de TDO do meu filho venho aprendendo o que nunca tive: paciência. Diante das situações que o TDO proporciona percebo que na verdade eu preciso melhorar minhas atitudes para que meu filho melhore também. Não é um problema isolado, é uma cadeia. 

Não é só ele que precisa melhorar, eu também preciso e isso tem me ajudado a refletir e tentar ser uma pessoa melhor. Não tem sido fácil, falho muito, mas sei que é uma oportunidade única de melhorar. Se não fosse meu filho eu não conheceria o amor que Jesus falava quando esteve entre nós, pedindo para amarmos um ao outro. Acho que só o amor de mãe para com o filho chega um pouco perto do que Jesus veio ensinar e mostrar. Por isso afirmo com certeza que tudo tem valido a pena, os momentos difíceis onde pratico o exercício da paciência e o resultado lento, mas positivo ao longo desses três anos. Amar meu filho, conviver com ele foi o maior presente que Deus poderia me dar. Obrigada a todos que participam da minha vida e do meu filho e que ajudam direta e indiretamente na minha boa convivência com ele! E você meu filho, tem sido tudo de bom que a vida poderia me dar. Amo você de paixão e amor eterno!