Quero deixar claro que a pessoa
que mais sofre com esse problema, é o próprio diagnosticado. Ninguém sofre mais
que ele. Após cada crise, meu filho chora copiosamente, pois se sente culpado
por tudo que fez e extremamente arrependido. É como se outro menino se
manifestasse durante as crises. São sentimentos controversos e difíceis de lidar.
Se você me perguntar sobre os meus sentimentos como mãe, eu te falo: durante as
crises, eu tento demonstrar a ele que estou calma e que não estou chateada com
ele (mesmo que por dentro eu esteja sangrando). Após a crise e se estou em
casa, dou uma escapadinha para meu quarto, choro muito e faço orações.
A atitude de quem está perto tem
que ser de extremo carinho e atenção. Eu sempre abraço meu filho durante a
crise e digo que o amo, que estou com ele e que tudo isso passará. Mas no
início, ele não me ouvia. Hoje consigo acalmá-lo dessa forma.
No início, eu tive que guardar
facas, tesouras, qualquer objeto que pudesse machucar. No começo eu sentia
muito medo que ele fizesse algo, mas depois, percebi que ele não chegaria até o
fim. Eu sentia isso, pois consegui superar meu medo e dizer a ele: vamos, se
você quer me matar, mate. Ele imediatamente abaixava a faca e começava a
chorar. São grandes desafios. Mas procurem ficar calmos. Sei que para a figura
paterna deve ser mais difícil ainda do que para as mães. Os pais tendem a ser
mais autoritários, mas peço que não batam em seus filhos durante as crises.
Confesso a vocês que eu cheguei a dar algumas palmadas nele no primeiro dia que se manifestou
o problema. Eu pensei: quem ele acha que é para me desobedecer assim? E eu,
pela primeira vez, dei palmadas em meu filho. Mas doeu mais em mim do que nele.
Eu nunca gostei de gritos e agressividade. Por isso, foi difícil ver meu filho agindo daquela forma. A psicóloga pediu que eu não batesse, pois estaria mostrando a ele que bater pode, bater resolve. E o Transtorno Desafiador Opositivo, como o próprio nome diz, se você enfrentar, desafiar seu filho, ele ficará mais nervoso ainda. Você não conseguirá detê-lo. Outro cuidado que se deve ter é sobre as portas de sua casa, a porta que dá acesso a rua, mantenha trancada. Muitas vezes meu filho saiu correndo e eu tive que procura-lo. A minha sorte é que moro em condomínio, um lugar seguro.
Eu nunca gostei de gritos e agressividade. Por isso, foi difícil ver meu filho agindo daquela forma. A psicóloga pediu que eu não batesse, pois estaria mostrando a ele que bater pode, bater resolve. E o Transtorno Desafiador Opositivo, como o próprio nome diz, se você enfrentar, desafiar seu filho, ele ficará mais nervoso ainda. Você não conseguirá detê-lo. Outro cuidado que se deve ter é sobre as portas de sua casa, a porta que dá acesso a rua, mantenha trancada. Muitas vezes meu filho saiu correndo e eu tive que procura-lo. A minha sorte é que moro em condomínio, um lugar seguro.
É preciso paciência, paciência e paciência. Não desista do seu filho!
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