Conheçam meu blog onde conto meu dia a dia com meu filho que tem Transtorno Desafiador Opositivo.

Para quem não conhece o que é Transtorno Desafiador Opositivo conheça meu blog onde falo do meu relacionamento com meu filho que tem esse problema. Descrevo nosso dia a dia e logo mais estarei postando entrevista com vários profissionais falando sobre esse assunto.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Como lidar com uma pessoa que possui TDO

Quero deixar claro que a pessoa que mais sofre com esse problema, é o próprio diagnosticado. Ninguém sofre mais que ele. Após cada crise, meu filho chora copiosamente, pois se sente culpado por tudo que fez e extremamente arrependido. É como se outro menino se manifestasse durante as crises. São sentimentos controversos e difíceis de lidar. Se você me perguntar sobre os meus sentimentos como mãe, eu te falo: durante as crises, eu tento demonstrar a ele que estou calma e que não estou chateada com ele (mesmo que por dentro eu esteja sangrando). Após a crise e se estou em casa, dou uma escapadinha para meu quarto, choro muito e faço orações.
A atitude de quem está perto tem que ser de extremo carinho e atenção. Eu sempre abraço meu filho durante a crise e digo que o amo, que estou com ele e que tudo isso passará. Mas no início, ele não me ouvia. Hoje consigo acalmá-lo dessa forma.
No início, eu tive que guardar facas, tesouras, qualquer objeto que pudesse machucar. No começo eu sentia muito medo que ele fizesse algo, mas depois, percebi que ele não chegaria até o fim. Eu sentia isso, pois consegui superar meu medo e dizer a ele: vamos, se você quer me matar, mate. Ele imediatamente abaixava a faca e começava a chorar. São grandes desafios. Mas procurem ficar calmos. Sei que para a figura paterna deve ser mais difícil ainda do que para as mães. Os pais tendem a ser mais autoritários, mas peço que não batam em seus filhos durante as crises. Confesso a vocês que eu cheguei a dar algumas palmadas nele no primeiro dia que se manifestou o problema. Eu pensei: quem ele acha que é para me desobedecer assim? E eu, pela primeira vez, dei palmadas em meu filho. Mas doeu mais em mim do que nele. 

Eu nunca gostei de gritos e agressividade. Por isso, foi difícil ver meu filho agindo daquela forma. A psicóloga pediu que eu não batesse,  pois estaria mostrando a ele que bater pode, bater resolve. E o Transtorno Desafiador Opositivo, como o próprio nome diz, se você enfrentar, desafiar seu filho, ele ficará mais nervoso ainda. Você não conseguirá detê-lo. Outro cuidado que se deve ter é sobre as portas de sua casa, a porta que dá acesso a rua, mantenha trancada. Muitas vezes meu filho saiu correndo e eu tive que procura-lo. A minha sorte é que moro em condomínio, um lugar seguro.

É preciso paciência, paciência e paciência. Não desista do seu filho!


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